Apesar de vantajosa, portaria sem porteiro ainda é cercada por paradigmas

Tempo de leitura: 2 minutos

Regina Vasconcelos, síndica profissional da Azvas
Com o avanço da tecnologia em todas as esferas de negócios, a segurança dos condomínios também foi beneficiada. Não apenas em termos de maior eficiência, mas sobretudo na questão financeira. Os últimos dois anos, período crítico também para a gestão de condomínios, fomentaram a procura pelo o que hoje se conhece por portaria virtual ou remota. Isso por que um dos maiores gastos a serem administrados é a folha de funcionários.

Eduardo Azevedo, sócio da Azvas Síndicos Profissionais, de São Paulo, explica que esta nova modalidade de serviço é interessante porque normalmente não demanda um rateio extra do condomínio para sua instalação. “A portaria virtual pode proporcionar uma redução de até 50% na receita ordinária. Com ela, se pensarmos que cada portaria precisaria de pelo menos 2 funcionários dia e noite, economizamos em média R$12 mil todos os meses. É um investimento que traz retorno”, define.

Apesar dos argumentos que justificam a troca da portaria orgânica (comandada por porteiros), a cultura ao redor do assunto ainda é entrave para muitos. Ficam dúvidas do tipo “como vou entrar com meu carro?” ou mesmo “quem vai receber minhas cartas e encomendas?”.

Regina Vasconcelos, também gestora da Azvas Síndicos Profissionais, explica que, para entrada de veículos, pode ser realizado um cadastramento biométrico de todos os moradores, a colocação de tags nos veículos ou mesmo a utilização do controle remoto anticlonagem, opção mais conhecida. “O fluxo de entrada e saída de moradores, visitantes e entregas dentro do prédio ou condomínio continua sendo realizado efetivamente, porém, à distância. Trata-se apenas de uma quebra de paradigmas”, detalha.

Muito embora a estratégia elimine a necessidade de se ter uma equipe presente no local que, se contratada pelo próprio residencial, exige pagamento de encargos trabalhistas como FGTS, INSS e férias, a portaria remota é adequada apenas para empreendimentos de até 50 moradias, pois onde há grande fluxo de pessoas, existe a necessidade de um atendimento presencial, por questões de segurança e logística.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *